VOCÊ SE SENTE SEGURO? 02/02/2012
Posted by professorrico in Sem-categoria.add a comment
Resido em Florianópolis/SC, também conhecida como Ilha da Magia. É uma capital conhecida por sua beleza exuberante, pelo povo bonito e pela segurança. Ops! É aí que mora o perigo!
Há quase dois anos a violência vem tomando conta desta cidade. Mas nem sempre foi assim. Antigamente, quando assistíamos o noticiário ou líamos uma manchete envolvendo violência, ficávamos de certa forma tranquilos, pois deveria tratar-se de um fato isolado, longe daqui…
O crescimento desenfreado, o aumento da população, a falta de planejamento urbano, a proliferação da marginalidade e a falta de policiamento contribuíram para disparar os índices de criminalidade. As Polícias Militar e Civil alegam déficit de contingente, mas diante dos fatos, é falta de vergonha! .
Já a Guarda Municipal, que aparentemente não possui esse mesmo problema, é um mistério para mim. Apesar de seus agentes andarem armados, eles não fazem prisões e nem perseguem marginais. Eles se ocupam basicamente em: atrapalhar o trânsito, aplicar multas, desfilarem nas ruas como se fossem da SWAT e passear de viatura, usando óculos escuros com cara de Bad Boys. Já virou piada.
Já seus colegas da PM deixam de trabalhar e atender ocorrências, para se deleitarem simulando sexo com estátuas de vaca, no vão do mercado público, bem no centro da cidade, com direito a platéia, filmagem, fotos e maciça divulgação no Facebook. Até agora as autoridades não se manifestaram sobre o que será feito com os policiais zoofílicos que participaram da FARRA DA VACA. Quanto à Polícia Civil, só tenho a relatar experiências pessoais e se repetirame. Diz respeito ao atendimento diferenciado que é deveras peculiar e padronizado, pois tratam cidadãos comuns, (os mesmos contribuintes que pagam os seus salários), como tratam os bandidos que prendem. Esquecem-se da psicologia, da cordialidade e da educação e destilam sua costumeira truculência, até mesmo durante um Boletim de Ocorrência, que para variar, vem sempre recheado de erros de português. Quando finalmente você vai embora, fica aquela sensação de que ficou devendo a alma para eles.
Isso me faz lembrar alguns incidentes envolvendo familiares e amigos, nas últimas semanas de 2011, os quais foram vítimas de assaltos em suas residências. Em pensamento eu voltei no tempo, e parei em novembro de 2010, mês em que proferi em Blumenau/SC, uma palestra sobre segurança pessoal e patrimonial, com foco em condomínios residenciais e comerciais.
Na época comecei minha explanação, fazendo uma pergunta simples, a qual gerou um desconforto, pois exigia certa reflexão. Perguntei a todos O QUE ERA SEGURANÇA? Seria a segurança uma situação, uma condição, uma utopia, um estado de graça, uma realidade ou uma fantasia? Complementei perguntando se a segurança poderia ser dividida em tipos, tais como: segurança física, mental, espiritual, financeira, pessoal, profissional, patrimonial?
Após alguns debates, manifestei-me afirmando que, diante da minha experiência de mais de 25 anos em gestão de condomínios, minha opinião era de que a segurança é uma conjuntura, gerada por uma série de fatores que por sua vez nos levam a uma série de procedimentos, posturas e rotinas, os quais podem nos proporcionar uma sensação de segurança e estabilidade. Pelo simples fato de não sermos imortais e nem infalíveis, é que não podemos ter certeza de nada, principalmente de estarmos 100% em segurança.
Não temos certeza que ao sairmos de carro, não seremos abalroados por um motorista bêbado ou atacados por assaltantes. Não estamos certos que subiremos em um avião são e salvos, e que descermos dele da mesma forma. Não estamos convictos que ao chegarmos em nossos lares, não seremos abordados com um revolver na cabeça por criminosos na entrada da garagem, e, na sequência, sermos agredidos, humilhados e até mortos. Também não temos certeza de que os assaltantes serão maiores de idade e só irão levar bens materiais, ou serão menores psicopatas e drogados, que querem espalhar o medo e o terror divertindo-se à custa do sofrimento de pessoas de bem. Pessoas honestas que, após de um dia árduo de trabalho, querem apenas usufruir do aconchego de seus lares, mas que nem imaginam que a liberdade de ir para casa, pode se transformada de uma hora para outra em uma prisão em forma de cativeiro.
E aí? Dá para se sentir seguro assim?
Desculpem a franqueza, mas são os fatos.
Diante da falta de segurança, que Deus nos proteja em dobro!
Boa Sorte!
Professor Rico









